Volume: 40 - Número: 3 - Data: julho / agosto / setembro 2005
Título: O fim do passe e seu impacto sobre o desequilíbrio competitivo entre as equipes de futebol
Autor: Fábio Augusto Pera de Souza e Claudio Felisoni de Angelo
Email: fpera@usp.br, cfa@usp.br
Tema: Estratégia & Economia de Empresas
Tipo: Artigo
  Artigo na Íntegra
Resumo
A teoria microeconômica ajuda a compreender os impactos sobre o mercado de jogadores de futebol causados pela transição de um mercado regulado para um concorrencial. O processo de desregulamentação teve início na Europa com a Lei Bosman, a qual estabeleceu que os jogadores poderiam negociar livremente com as equipes. Os dirigentes dos clubes argumentam que a extinção do passe faz com que o mercado seja dividido em dois grupos distintos de equipes: aquelas em condições de pagar por bons jogadores e as fornecedoras de jogadores talentosos para os times mais ricos, aumentando o desequilíbrio competitivo nos campeonatos e, por conseqüência, diminuindo a atratividade dos torneios e as receitas dos clubes. Por outro lado, na teoria microeconômica esse problema é visto como a mudança de uma situação de monopsônio para um mercado competitivo. Sob essa ótica, não há indicação de aumento do desequilíbrio competitivo nos campeonatos no longo prazo. Neste trabalho, examinam-se as nove principais ligas européias e o Campeonato Brasileiro. Os resultados revelam que o fim do passe trouxe acréscimo significativo do desequilíbrio competitivo entre as equipes das ligas estudadas, sugerindo que a possibilidade de contar com os jogadores talentosos por um período maior de tempo e a compensação financeira pela liberação desses atletas, características inerentes ao passe e não presentes no mercado concorrencial, contribuíam para diminuir o desequilíbrio competitivo.



Palavras-chave: desequilíbrio competitivo, estruturas de mercado,

Abstract

Title: The end of the reserve clause and its impact on the competitive imbalance among the football teams
Author: Fábio Augusto Pera de Souza e Claudio Felisoni de Angelo
Email: fpera@usp.br, cfa@usp.br
Theme: Strategy and Business Economics 
Type: Artigo
  Full Text
The microeconomic theory can help us to understand the impacts over the football player’s market caused by the change in the market structure, from a regulated condition to a non-regulated one. The deregulation process took place in Europe with Bosman ruling, that stated that players could negotiate freely with teams. This institutional disposition provoked a great debate since 1996. Team managers argue that the adoption of Bosman principles cause the division of the market in two groups: those able to pay for good players and those that supply talented players to richer teams, increasing competitive imbalance and then decreasing attractiveness of tournaments and revenues of clubs. On the other hand, in microeconomic theory this problem is shown as a change from a monopsonistic market to a competitive one. From this view, there is no sign of an increase in the competitive imbalance in the long run. This work examines the nine main European leagues and the Brazilian Championship. The results reveal that the Bosman ruling brought an expressive increase to competitive imbalance in the leagues studied, suggesting that the possibility of counting on talented players for a longer period of time and the financial compensation received by the selling clubs, characteristics of the period before the Bosman ruling, contributed to lower levels of competitive imbalance.






Keywords: competitive imbalance, market structures, player’s market, Bosman ruling.
Resumen
Título: El fin del vínculo deportivo y su impacto en el desequilibrio competitivo entre los equipos de fútbol
La teoría microeconómica puede ayudar a entender los impactos sobre el mercado de los jugadores de fútbol que se deben a la transición de un mercado regulado a un mercado competencial. El proceso de desregulación se inició en Europa con la Ley Bosman, que determinó que los jugadores podrían negociar libremente con los equipos. Los directivos de los clubes argumentan que la extinción del vínculo deportivo lleva a la división del mercado en dos grupos distintos de equipos: aquellos que tienen capacidad de pagar buenos jugadores y los que proveen jugadores talentosos a equipos más ricos, lo que aumenta el desequilibrio competitivo en los campeonatos y, en consecuencia, disminuye la atractividad de los torneos y los ingresos de los clubes. Por otra parte, en la teoría microeconómica se ve este problema como el cambio de una situación de monopsonio a un mercado competitivo. De acuerdo con este punto de vista, no hay señal de aumento en el desequilibrio competitivo en los campeonatos a largo plazo. En este trabajo se examinan las nueve ligas europeas principales y el campeonato brasileño. Los resultados revelan que el fin del vínculo deportivo acentuó expresivamente el desequilibrio competitivo en las ligas estudiadas, lo que sugiere que la posibilidad de contar con los jugadores talentosos por un período más largo y la compensación financiera por la liberación de esos jugadores, características inherentes al vínculo deportivo y que no se presentan en el mercado competencial, contribuían a disminuir el desequilibrio competitivo.

Palabras clave: desequilibrio competitivo, estructuras de mercado, mercado de jugadores, caso Bosman.
 

 

 

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