Volume: 47 - Número: 4 - Data: outubro/ novembro/ dezembro 2012
Título: Adaptação de expatriados organizacionais e voluntários: similaridades e diferenças no contexto brasileiro
Autor: Bruno Felix von Borell de Araujo, Maria Luisa Mendes Teixeira, Poliano Bastos da Cruz e Elise Malini
Email: felixbruno1@yahoo.com.br; malluluisa@gmail.com; polianobc@yahoo.com.br; elise.malini@hotmail.com
Tema: Recursos Humanos & Organizações
Tipo: Artigo
  Artigo na Íntegra
Resumo
Apesar de as expatriações terem se tornado frequentes no mundo corporativo atual e de a maioria dos expatriados serem voluntários,
e não designados para trabalhos no exterior por organizações empresariais, muitos autores têm tratado esses dois grupos de
expatriados (voluntários e organizacionais) de forma homogênea. Neste trabalho, o objetivo foi diferenciar expatriados voluntários e organizacionais, conceitual e empiricamente, ao examinar diferenças na adaptação de indivíduos de ambos os grupos no
Brasil. O estudo, de natureza qualitativa, foi realizado por meio de entrevistas semiestruturadas, estudadas por meio de análise de conteúdo, com 21 expatriados organizacionais e 24 expatriados
voluntários residentes no Brasil. O marco teórico utilizado no estudo foi o modelo de adaptação transcultural de expatriados de
Black, Mendenhall e Oddou (1991). Os resultados encontrados permitem ressaltar a importância da separação conceitual e empírica entre ambos os tipos de expatriados, uma vez que eles se mostraram com distintas características em termos das três dimensões de adaptação transcultural adotadas neste estudo. Para profissionais de Recursos Humanos que lidam com expatriação, são apontados expatriados voluntários como uma opção vantajosa para a formação de uma força de trabalho global, uma vez que eles tendem a adaptar-se melhor que expatriados organizacionais. Para acadêmicos,
recomenda-se considerar ambos os tipos de expatriados em suas especificidades em futuras pesquisas.
Palavras-chave: expatriados organizacionais, expatriados voluntários, adaptação transcultural.

Abstract

Title: The adaptation of organizational and voluntary expatriates: similarities and differences in the Brazilian context
Author: Bruno Felix von Borell de Araujo, Maria Luisa Mendes Teixeira, Poliano Bastos da Cruz e Elise Malini
Email: felixbruno1@yahoo.com.br; malluluisa@gmail.com; polianobc@yahoo.com.br; elise.malini@hotmail.com
Theme: Human Resources & Organizations
Type: Artigo
  Full Text
Though expatriation has become common in today's corporate world and the majority of expatriates are self-initiated rather than assigned by business organizations to work abroad, many authors have treated these two groups of expatriates (self-initiated and organizational) as homogeneous. The objective of this study was to differentiate,
conceptually and empirically, self-initiated and organizational expatriates, by examining differences in the adaptation of individuals from both groups in Brazil. The study was qualitative, conducted through semi-structured interviews with 21 organizational and 24 self-initiated expatriates living in Brazil, using content analysis. The theoretical perspective adopted in this study was the model of transcultural adaptation of expatriates of Black, Mendenhall
and Oddou (1991). The results emphasize the importance of a conceptual and empirical separation of the two types of expatriates, as they showed different characteristics in the three dimensions of transcultural adaptation used in this study. For Human Resources professionals that work with expatriation processes, the authors suggest
that self-initiated expatriates are an advantageous option for the creation of a global workforce, since they tend to
adapt better than the organizational ones. For academics, the authors recommend that both types of expatriates be considered in future research, given their specificities.
Keywords: organizational expatriates, self-initiated expatriates, transcultural adaptation.
Resumen
Título: Adaptación de empleados expatriados por determinación de la organización y de expatriados voluntarios: similitudes y diferencias en el contexto brasileño
Aunque las expatriaciones se hayan vuelto comunes en el mundo empresarial de hoy y la mayoría de los expatriados sean voluntarios, y no asignados a trabajar en el extranjero por organizaciones empresariales, muchos autores han tratado a esos dos grupos de expatriados (por determinación de la organización y voluntarios) de manera uniforme. En este trabajo, el objetivo fue diferenciarlos tanto conceptual como empíricamente, al examinar las diferencias
en la adaptación de los individuos de ambos grupos en Brasil. Se realizó un estudio cualitativo por medio de entrevistas
semiestructuradas, estudiadas por medio de análisis de contenido, con 21 expatriados por determinación de la organización y 24 expatriados voluntarios que residen en Brasil. El marco teórico utilizado en el estudio fue el modelo de adaptación transcultural de Black, Mendenhall y Oddou (1991). Los resultados permiten subrayar la
importancia de la distinción conceptual y empírica entre ambos tipos de expatriados, dado que presentaron diferentes
características en aspectos referentes a las tres dimensiones de adaptación transcultural adoptadas en este estudio. A los profesionales de Recursos Humanos que trabajan con expatriación, se presenta al expatriado voluntario como una opción ventajosa para la formación de una fuerza laboral global, ya que ellos tienden a adaptarse mejor que los expatriados por determinación de la organización. A los académicos, se recomienda tener en cuenta los dos tipos de expatriados en sus especificidades en futuras investigaciones.
Palabras clave: expatriados por determinación de la organización, expatriados voluntarios, adaptación transcultural.
 

 

 

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