Volume: 40 - Número: 3 - Data: julho / agosto / setembro 2005
Título: Teoria das Opções Reais: uma atraente opção no processo de análise de investimentos
Autor: Elieber Mateus dos Santos e Edson de Oliveira Pamplona
Email: eliebersantos@yahoo.com.br, pamplona@unifei.edu.br
Tema: Finanças & Contabilidade
Tipo: Artigo
  Artigo na Íntegra
Resumo
O ambiente de competição no qual as empresas estão inseridas tem feito com que elas busquem rápida adaptação às mudanças, procurando investir em projetos que venham a criar opções, tornando-as, dessa forma, mais flexíveis. Nesse contexto, o uso estático das técnicas tradicionais de avaliação de investimentos, principalmente o Fluxo de Caixa Descontado, tem sofrido duras críticas, uma vez que essas não têm sido capazes de captar o valor da flexibilidade administrativa presente em muitos projetos. Tal fato tem levado praticantes de Administração e acadêmicos à busca de métodos mais sofisticados de avaliação de investimentos que sejam capazes de lidar com a incerteza, a irreversibilidade e a aprendizagem. A habilidade da teoria de precificação de opções em quantificar a flexibilidade em investimentos em projetos estratégicos a torna uma opção atraente se comparada à análise feita pelo padronizado Fluxo de Caixa Descontado. Um projeto de pesquisa e desenvolvimento pode ser considerado um caso típico para a aplicação da Teoria das Opções Reais, pois a decisão de investir nos resultados de uma pesquisa pode não ser exercida, e a possibilidade dessa decisão não é considerada nos métodos tradicionais. Do exposto, este trabalho vem demonstrar a Teoria das Opções Reais aplicada à análise de investimento em um projeto real de pesquisa e desenvolvimento, contribuindo, dessa forma, para a redução do gap entre a teoria e a prática. São usados dois métodos: o de Kallberg e Laurin (1997); e o de Geske (1979), adaptado para opções reais por Kemna (1993) e apontado por Perlitz, Peske e Schrank (1999) como uma importante ferramenta na avaliação de opções compostas. Os resultados são comparados com aqueles obtidos por meio do tradicional Fluxo de Caixa Descontado e da Árvore de Decisão. Por fim, embora a Teoria das Opções Reais esteja em estágio de desenvolvimento e consolidação, sugere-se que ela possa ser encarada e usada como promissora ferramenta no processo de tomada de decisão.

Palavras-chave: opções reais, análise de investimentos, pesquisa e desenvolvimento (P&D), flexibilidade administrativa.

Abstract

Title: Real Option Theory: an attractive option in the investment analysis process
Author: Elieber Mateus dos Santos e Edson de Oliveira Pamplona
Email: eliebersantos@yahoo.com.br, pamplona@unifei.edu.br
Theme: Finance and Accounting 
Type: Artigo
  Full Text
The competitive environment in which enterprises are involved has created a need for them to be able to adapt to changes quickly. Companies can achieve this by investing in projects which create options for the companies, making them more flexible. In this context, the use of traditional techniques of investment analysis, mainly the Discounted Cash Flow (DCF), has been severely criticized because it has not been able to capture the “management flexibility” value present in many projects. This fact has led practioners and academics to search for sophisticated methods of investment analysis which are able to treat uncertainty, irreversibility, and learning. The option pricing theory’s ability to quantify the investment’s flexibility in strategic projects makes it an attractive choice when compared to the standardized analysis made through DCF. The present work focuses mainly on Real Options Theory applied to investment analysis in Research and Development (R&D) projects. It provides empirical evidence of the underlying power of the theory. This is accomplished by the application of the methodology to assess a real R&D project. This will also contribute in the reduction of the gap between theory and practice. Two methods are used: the Kallberg and Laurin (1997) model and the Geske (1979) model, adapted to real options by Kemna (1993) and pointed by Perlitz, Peske and Schrank (1999) as a good tool to assess compound options. The results of the application are compared with those obtained through the traditional DCF and decision tree. It is concluded that, although it is in a development and establishment process, the Real Option Theory should be faced and used as an important and promising tool, helping managers to think clearly and strategically in a decision making process.







Keywords: real options, investment analysis, research and development (R&D), managerial flexibility.
Resumen
Título: Teoría de las Opciones Reales: una opción atractiva en el proceso de análisis de inversiones
El ambiente de competencia en el que las empresas están involucradas las lleva a buscar una rápida adaptación a los cambios y a procurar invertir en proyectos que lleguen a crear opciones, convirtiéndolas, así, en empresas más flexibles. En ese contexto, el uso estático de las técnicas tradicionales de evaluación de inversiones, principalmente el Flujo de Caja Descontado, ha sufrido duras críticas, puesto que dichas técnicas no se han mostrado eficientes para captar el valor de la "flexibilidad administrativa" presente en muchos proyectos. Ello ha llevado a los administradores y académicos a buscar métodos más sofisticados de evaluación de inversiones que sean capaces de trabajar con la incertidumbre, la irreversibilidad y el aprendizaje. La habilidad de la teoría de precificación de opciones para cuantificar la flexibilidad en inversiones en proyectos estratégicos la hace una opción atractiva si comparada con el análisis basado en el Flujo de Caja Descontado. Un proyecto de investigación y desarrollo se puede considerar un caso típico para la aplicación de la Teoría de Opciones Reales, puesto que la decisión de invertir en los resultados de una investigación puede no llegar a realizarse, y la posibilidad de esa decisión no está considerada en los métodos tradicionales. Por lo anterior, este trabajo demuestra la aplicación de la Teoría de Opciones Reales al análisis de inversión en un proyecto real de investigación y desarrollo, contribuyendo, así, a la reducción del gap entre la teoría y la práctica. Se usan dos métodos: el de Kallberg y Laurin (1997) y el de Geske (1979), adaptado para opciones reales por Kemna (1993) y mencionado por Perlitz, Peske y Schrank (1999) como una importante herramienta en la evaluación de opciones compuestas. Se comparan los resultados con aquellos obtenidos por medio del Flujo de Caja Descontado tradicional y del Árbol de Decisión. Se concluye que, aunque la Teoría de las Opciones Reales se encuentre en fase de desarrollo y consolidación, se podría considerarla y usarla como una prometedora herramienta en el proceso de toma de decisión.
Palabras clave: opciones reales, análisis de inversiones, investigación y desarrollo, flexibilidad administrativa.
 

 

 

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