Volume: 38 - Número: 1 - Data: janeiro / fevereiro / março 2003
Título: Gestão do conhecimento versus gestão das habilidades criativas nas organizações
Autor: Raymond Prada Daza
Email: rrprada@cuao.edu.co
Tema: Notas & Comunicações
Tipo: Notas & Comunicações
  Artigo na Íntegra
Resumo
Quando se aceita que o conhecimento é adquirido como uma gestão de transação, ou seja, como um produto acabado, corre-se o risco de fechar-se para as opções de construir criativamente um novo conhecimento. O conhecimento deveria ser visto como algo inacabado, como um referente de possibilidades suscetíveis de serem construídas ou reconstruídas pelos grupos humanos. Para que essa construção seja realizada nas organizações com ordem e
dinamismo, são propostos referenciais metodológicos precisos e validados na prática, bem como uma metodologia criativa: a Sinecmática, técnica que permite estimular, por igual, os processos lógico-analíticos do hemisfério esquerdo do cérebro e os analógicointuitivos do direito, e que serve tanto para o trabalho criativo pessoal quanto para o grupal. A Sinecmática é coerente com uma nova visão da criatividade enquanto vivência da liberdade pessoal.
Essa metodologia oferece um âmbito de sete fases e três
dinamizadores que correspondem às noções de Conectividade,
Pausa e Movimento. A Gestão da Criatividade nas Organizações deve promover, em primeiro lugar, o conhecimento individual dos trabalhadores para, posteriormente, implementar as correções e
ferramentas com vistas à melhora da resposta sistêmica perante a inovação. Na prática, foi possível verificar franca reação empresarial para a proatividade no trabalho criativo; também se observou a geração de novas idéias que levam a optar por novos processos e produtos, significativa melhora no ambiente organizacional, no trabalho em equipe e no esquema de liderança situacional. Em resposta, é favorecida a interação entre os dirigentes e os funcionários de outros níveis da empresa; existe
maior tolerância com relação às tentativas de ensaio-erro; os modelos mentais são revistos e percebe-se maior abertura para a construção de uma visão compartilhada sobre o porvir estratégico da organização.
Palavras-chave: organização, gestão do conhecimento, gestão das habilidades criativas, sinecmática.

Abstract

Title: Knowledge management versus management of creative abilities in the organizations
Author: Raymond Prada Daza
Email: rrprada@cuao.edu.co
Theme:
Type: Notas & Comunicações
  Full Text
When one accepts that the knowledge is acquired as a transaction management, in other words, as a finished product, there is the risk of closing himself to the options of creatively build a new knowledge. The knowledge should be taken as something unfinished; as a reference of possibilities susceptible of being constructed or reconstructed by human groups. In order to carry out this construction in the organizations in an orderly and dynamic manner, precise and validated in practice methodological references are proposed, as well as a creative methodology: the Sinecmactics, (a
neologism based upon Greek radicals) a technique that allows to stimulate, evenly, the logical-analytic processes of the left hemisphere of the brain, and the analogical-intuitive of the right, and that it is useful for the personal creative work as for the collective. The Sinecmactics is coherent with a new vision of the creativity as the experiencing of personal freedom. This methodology offers a domain of seven phases and three dynamizators that correspond to the notions of Connectivity, Pause and Movement. The creativity management in the organizations should stimulate, in
first instance, the individual knowledge of the workers, to afterwards implement the corrections and tools to improve the systemic response to innovation. Practically, it was possible to verify a frank managerial reaction toward the proactivity at creative work. A creation of new ideas to decide on new processes and products was also observed as well as a significant improvement in the organizational climate, in the teamwork and in the model of situational leadership.
As response, the interaction between directors and collaborators of other levels of the organization was favored; there
was bigger tolerance with test-error experimentations; the mental models were revised, and opportunity for the
construction of a shared strategic vision of the future of the organization was observed.
Keywords: organization, knowledge management, management of creative abilities, sinecmactics.
Resumen
Título: Gestión del conocimiento versus gestión de las habilidades creativas en las organizaciones
Cuando asimilamos que el Conocimiento se adquiere como una gestión de transacción, es decir, como un producto
terminado, corremos el riesgo de cerrarnos ante las opciones de construir creativamente un nuevo conocimiento. El conocimiento debería mirarse como algo inacabado; como un referente de posibilidades susceptibles de ser construidas o reconstruidas por los grupos humanos. Para que esta construcción se lleve a cabo en las organizaciones de manera ordenada y, a la vez, dinámica, se proponen unos referentes metodológicos precisos, y validados en la práctica, así como una metodología creativa: la Sinecmática, una técnica que permite estimular, por igual, los procesamientos lógicos-analíticos del hemisferio izquierdo del cerebro, y los analógicos-intuitivos del derecho, y que sirve tanto para
el trabajo creativo personal como para el grupal. La Sinecmática es congruente con una nueva visión de la creatividad como vivencia de la libertad personal. Esta metodología ofrece un marco de siete fases y tres Dinamizadores que corresponden a las nociones de Conectividad, Pausa y Movimiento. La Gestión de la Creatividad en las Organizaciones debe fomentar, en primera instancia, el conocimiento individual de los trabajadores, para luego implementar los correctivos y las herramientas para mejorar la respuesta sistémica ante la innovación. En la práctica se ha podido verificar una franca reacción empresarial hacia la pro-actividad en el trabajo creativo; se observa, además, generación de nuevas ideas para optar por nuevos procesos y productos; una ostensible mejora en el clima organizacional; en el
trabajo en equipo y en el esquema de liderazgo situacional. En la alta dirección, como respuesta, se favorece la interacción con más estamentos de la empresa; hay mayor tolerancia hacia las experimentaciones de prueba-error; se revisan los modelos mentales, y se expresa apertura para la construcción de una visión compartida sobre el devenir estratégico de la organización.
Palabras clave: organización, gestión del conocimiento, gestión de las habilidades creativas, sinecmática.
 

 

 

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