Volume: 37 - Número: 1 - Data: janeiro / março / 2002
Título: Franquias de alimentos e coordenação de cadeias agroindustriais: uma análise empírica
Autor: Paulo Furquim de Azevedo e Vivian Lara dos Santos Silva
Email: dpfa@power.ufscar.br / vivianlara@hotmail.com
Tema: Estratégia & Economia de Empresas
Tipo: Artigo
  Artigo na Íntegra
Resumo
O sistema de franquias destaca-se como importante tendência entre os modos de contratação entre empresas, desempenhando papel particularmente relevante no setor de alimentos. A função desempenhada pelo sistema de franquias, enquanto uma estrutura de governança regulando a transação entre franqueado e franqueador (coordenação a jusante), é bastante conhecida e estudada na literatura econômica. Neste artigo, em contraposição, investiga-se o papel do sistema na coordenação a montante. A principal hipótese que orienta o trabalho tem seus fundamentos na Nova Economia Institucional (NEI), particularmente nos trabalhos de Williamson (1991;1996). Espera-se que a escolha das estruturas de governança dependa das estratégias de qualidade adotadas em cada rede de franquia, uma vez que essas estratégias, em contextos específicos, podem alterar os atributos das transações para a aquisição de cada insumo utilizado pela rede. Como conseqüência, as estratégias de qualidade podem induzir à adoção de estruturas hierárquicas (integração vertical) ou formas híbridas (contratos idiossincráticos), em vez de à utilização de mecanismos como o mercado spot. Com a finalidade de testar a hipótese, apresenta-se uma análise estrutural discreta, por meio de um estudo multicaso de seis redes de franquia que atuam no segmento de alimentos no Brasil: duas redes de fast food e quatro redes de cafeterias. As principais predições estabelecidas pela NEI foram confirmadas pela análise dos casos: maior especificidade de ativos e maior incerteza estão associadas a estruturas de governança que provêem maior controle sobre as transações. Alguns resultados, contudo, são melhor explicados por elementos históricos em conjunto com a manifestação de path dependence decorrente da existência de mecanismos de auto-afirmação (self reinforcing) da estrutura de governança escolhida.
Palavras-chave: franquias, cadeias agroindustriais, coordenação vertical, ativos específicos de marca, estratégias de qualidade, mecanismos de auto-afirmação, nova economia institucional, economia dos custos de transação.

Abstract

Title: Fast food’s franchises and coordination of agrindustrial chains: an empiric analysis
Author: Paulo Furquim de Azevedo e Vivian Lara dos Santos Silva
Email: dpfa@power.ufscar.br / vivianlara@hotmail.com
Theme: Strategy and Business Economics 
Type: Artigo
  Full Text
Franchising is an important trend in business contracting, playing a special role in te food sector. It is well know the funtion of franchising as a governance struture of the transaction between franchiser and franchisee (forward coordination). This paper, instead, investigates the backward coordination induced by foodfranchising. The main hypothesis states that the choice of governance struture depends on the quality strategy adopted by franchisers. This occurs because, under certain conditions, quality strategies imply higher asset specificity or higher uncertainty. As a consequence, quality strategies may induce the adoption of hybrid forms (or even vertical integration) instead of spot markets. In order to test the above hypothesis, this paper presents a discrete strutural analysis of six franchising cases in the Brazilian market: four coffee shops and two fast-food services. The main TCE predictions are confirmed: higher asset specificity and higher uncertainty are associated to governance structures that provide more control. Some of the results, nevertheless, are better explained by historical elements (path dependence).
Keywords: franchising, food chains, backward coordination, brand name, quality strategies, path dependence, new institutional economics, transactions costs economics.
Resumen
Título: Franquicias de alimentos y coordinación de cadenas agroindustriales: un análisis empírico
El sistema de franquicias se destaca como importante tendencia entre los modos de contratación entre empresas, desempeñando papel particularmente relevante en el sector de alimentos. La función desempeñada por el sistema de franquicias, en cuanto estructura de gubernanza regulando la transacción entre franquiciado y franquiciador (coordinación a jusante), es bastante conocida y estudiada en la literatura económica. En este artículo, en contraposición, se investiga el papel del sistema en la coordinación a montante. La principal hipótesis que orienta el trabajo tiene sus fundamentos en la Nueva Economía Institucional (NEI), particularmente en los trabajos de Williamson (1991;1996). Se espera que la elección de las estructuras de gubernanza dependa de las estrategias de cualidad adoptadas en cada red de franquicia, una vez que esas estrategias, en contextos específicos, pueden alterar los atributos de las transacciones para la adquisición de cada insumo utilizado en la red. Como consecuencia, las estrategias de cualidad pueden inducir a la adopción de estructuras jerárquicas (integración vertical) o formas híbridas (contractos idiosincrásicos), en vez de la utilización de mecanismos como el mercado spot. Con la finalidad de testar la hipótesis, se presenta en este artículo un análisis estructural discreto, por medio de un estudio multicaso de seis redes de franquicias que actúan en el segmento de alimentos en Brasil: dos redes de fast food y cuatro redes de cafeterías. Las principales predicciones establecidas por la NEI se confirmaron por el análisis de los casos: mayor especificidad de activos y mayor inseguridad están asociadas a estructuras de gubernanza que provienen mayor control sobre las transacciones. Algunos resultados, sin embargo, son mejor explicados por elementos históricos en conjunto con la manifestación de path dependence que decorre de la existencia de mecanismos de autoafirmación (self reinforcing) de la estructura de gubernanza elegida.
Palabras clave: franquicias, cadenas agroindustriales, coordinación vertical, activos específicos de marca, estrategias de cualidad, mecanismos de autoafirmación, nueva economía institucional, economía de los costos de transacción.
 

 

 

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